15º

ENCONTRO DOS ESCRITORES ALAGOANOS

PILAR • ALAGOAS
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Resultado do Concurso Cultural 2026
Categoria Escritores, Professores e Público Geral

1 º
Colocação: 1º Nota: 64.5 de 70
Pedro Soares dos Santos
Santa Luzia do Norte - AL
Inscrição: 5cdcbd

A DIVINA INSPIRAÇÃO DO POETA POPULAR


I
Peço a Deus a proteção
Para a mente e o papel
Do céu vem a energia
Feito as gotas de mel
Pra cantar Jorge Calheiros
O eterno Rei do Cordel.

II
A cidade do Pilar
Orgulhosa de sua história
Vê nascer o seu menino
Que hoje vive na glória
Patrimônio de Alagoas
Vivo na nossa memória.

III
Era Oito de Agosto de 1939
Ano em que Jorge Nasceu
Filho de família humilde
A que Deus lhe concedeu
Mas que com muito amor
A criança recebeu

III
Menino que fez carvão
No meio da mata escura
Escutava ao pé do fogo
Histórias de vidas duras
E transformou o seu destino
Em verso de alta cultura.

IV
Mesmo Sem muita leitura
Porém muito inteligente
Jorge sempre talentoso
Com versos surpreendentes
Desde criança mostrava
Ser poeta competente

V
Aos dezesseis anos de idade
Tudo se iniciou
O seu primeiro cordel
Jorge Calheiro lançou
Não seria diferente
Ao povo encantou

VI
E é bom que se destaque
Sempre foi Deus, não foi sorte
O seu primeiro trabalho
Foi no estado de Sergipe
As margens do Velho Chico
Na cidade de Neópolis

VII
No Cordel ele descreve
Nosso rio São Francisco
Fala de sua importância
Sendo bastante incisivo
Para que a preservação
Seja sempre um compromisso

VIII
Jorge diz que o Velho Chico
É um Rio de Valor
Que corta o nosso Nordeste
Com orgulho e com amor
Nasceu em Minas Gerais
E corre com esplendor

IX
Logo depois desse cordel
Calheiros já ganhou fama
Foi quando ele lançou
Sua primeira coletânea
Comprovando o talento
Seu dom que muito nos honra

X
O Prefeito da cidade
Não segurou a emoção
Quis homenagear Jorge
E fez com satisfação
De uma patente de livros
A ele fez doação

XI
Daquele dia em diante
Tem algo que é bom saber
Lembram daquele menino
Que não sabia escrever
Que precisou da irmã
Para poder aprender

XII
Se tornou um cordelista
Que escreve com perfeição
Rimas que são incríveis
Que não tem comparação
Tem centenas de cordéis
Que encanta a população

XIII
Poeta Jorge Calheiros
Humildade em pessoa
De maneira merecida
Desde de dois mil e onze
Ele é Patrimônio Vivo
Do estado de Alagoas

XIV
Hoje Calheiros é famoso
Nas feiras, rádio e na televisão
Tudo pelo seu talento
Que não tem contestação
Para escrever o cordel
Não falta inspiração

XV
Sua trajetória é marcada
E ninguém pode negar
Pela superação e dedicação
À cultura popular
Sua figura está presente
Onde a cultura está

XVI
Uma das particularidades
Que faz Jorge se destacar
É a tal facilidade
Que ele tem de decorar
A maioria de seus cordéis
Para assim recitar

XVII
No próximo dia oito de agosto
Jorge irá completar
Oitenta e sete anos de idade
Nós iremos celebrar
Esse que é o maior poeta
Dá cultura popular

XVIII
O cordel tem duas histórias
Que pode virar enredo
Eu aqui vou explicar
Vou descrever sem segredo
Uma antes de Jorge
Outra com Jorge Calheiros

XIX
Falar de Jorge Calheiros
É falar de coisa boa
Um poeta arretado
Orgulho das Alagoas
Faz cordel com o coração
E da mesma forma entoa

XX
A inspiração de Jorge
Acredito vem do Céu
Ele recebe na mente
E transfere pro papel
Por isso esse Pilarense
Virou o Rei do Cordel


Fim

2 º
Colocação: 2º Nota: 64 de 70
Roana Beatriz da Silva
Teotônio Vilela - AL
Inscrição: 52d57d

Jorge, o rei do cordel

Do céu desce inspiração
Para a mente florescer
Tesouro do nosso chão
Pelo verso vem nascer
De Alagoas, filho amado
Pelo povo consagrado
Na arte de escrever
 
Jorge Calheiros nasceu
Para a rima popular
Com amor enalteceu
O prazer de versejar
Com folheto e cantoria
Fez da própria poesia
Uma riqueza exemplar
 
Sua obra tem raiz
No saber do cidadão
No costume que se diz
Pela voz da multidão
É memória preservada
É cultura semeada
Dessa nossa tradição
 
Cantou o povo do chão
Como um grande rimador
Seu sonho vira canção
Enfrentando a própria dor
Com humor e verdade
Defende a identidade
E espalha o seu valor
 
Nunca foi rei por poder
Nem por luxo ou posição
Fez seu nome engrandecer
Na força da criação
Cada verso é um legado
Pelo tempo preservado
Como eterna inspiração
 
Seu reinado vai além
Do folheto popular
Pois alcança muito bem
Quem deseja versejar
Na escola e na memória
Segue viva sua história
Sempre pronta a ensinar
 
Hoje brilha no Pilar
Com sincera gratidão
Por tão nobre filho honrar
Em justa celebração
Seu talento se agiganta
Toda a terra hoje canta
Com orgulho e emoção
 
Alagoas se levanta
Para o mestre celebrar
Sua poesia encanta
Fez o mundo admirar
Seu legado precioso
Seu caminho luminoso
Feito estrela a nos guiar
 
Nosso patrimônio vivo
Fez o lápis virar pincel
Com seu verso criativo
Dando vida papel
E Pilar, com emoção
Mantem em seu coração
Jorge, o Rei do Cordel
3 º
Colocação: 3º Nota: 63.7 de 70
Diógenes Rodrigues Pereira
Santana do Ipanema - AL
Inscrição: 44ce5b

E MESMO SEM TER ESTUDO É REFERÊNCIA PRA NÓS

 

Falar do Jorge Calheiros

É uma satisfação,

Ele é amigo, é irmão,

Da confraria os primeiros,

Seus versos são mensageiros

E não maltratam ninguém,

É um, mas vale por cem,

Vou pedir por caridade.

Meu Deus, me dê a metade

Do talento que ele tem!

 

Oh, que memória sadia

Pra decorar os cordéis,

Está entre os menestréis

Referência na poesia,

Tem talento e simpatia

Pra rimar e declamar,

Vamos evidenciar

O grande mestre e decano,

Jorge é grande veterano

Da cultura popular.

 

Ele é patrimônio vivo

Desse estado alagoano,

Eu afirmo e não me engano

Saúdo pelo motivo,

Por ser muito criativo,

Com carisma originário,

Pelo seu aniversário

Que ele nesse ano completa

Jorge Calheiros, poeta.

Um ser extraordinário.

 

Jorge é um dos fundadores

Dessa nossa Academia,

Ele espalha todo dia

Bom conteúdo ao leitores,

Dentre os admiradores

Eu sou o seu fã também,

Peço que Deus de Belém

Dê-lhe saúde e coragem,

Pois ele é um personagem

Que a nossa cultura tem.

 

Jorge é muito conhecido

Por velho, adulto e criança,

Pois carrega a grande herança

Do cordel, o escolhido.

Nordestino destemido

Não conseguiu estudar

Para se aperfeiçoar

Poeta dos mensageiros,

Eu sei que Jorge Calheiros

Nasceu sim, para brilhar.

 

Jorge viaja feliz

Norte a sul, de lado a lado,

Deixa o cordel espalhado

Com talento na motriz.

No Pilar tem a raiz,

Antes, durante e após,

Encanta a mim e a vós

Com história e conteúdo

E mesmo sem ter estudo 

É referência pra nós.

4 º
Colocação: 4º Nota: 63.6 de 70
CIRO PIMENTEL VERAS
Maceió - AL
Inscrição: e2fbc3
Maria Guiomar de Souza Pimentel

 

JORGE TRANSPIRA POESIA

 

 

Dos céus chegou uma luz

Sobre o Pilar fez morada

Onde nasceu Arthur Ramos

Berço da cultura amada

Fez surgir Jorge Calheiros

Em meio a tantos mosteiros

Desta terra abençoada!

 

Um poeta poderoso

Nascido fruto da terra

Das entranhas, nas raízes

Brotou com força de guerra

Guerra de paz, de magia

Com força de poesia

Pois seu cordel fala e berra!

 

Um poeta intuitivo

Cordelista competente

Jorge transpira poesia

Orgulho da nossa gente

Vem do céu a inspiração

Chegando ao seu coração

E no papel faz vertente.

 

Versos avassaladores

Que jorram feito cascata

Incessantemente escorrem

Em noite de serenata

Ornamentando a cultura

Jorge é poesia pura

Do cordel ele é a nata.

 

São muitos os seus cordéis

Com nuances variadas

Tem drama, fatos, comédias

Histórias muito engraçadas

Diversidade infinita

Ele tem na sua escrita

Coisas bem inusitadas.

 

Nunca frequentou escola

Pois tinha que trabalhar

Para ajudar ao seu pai

À família sustentar

Catando lenha no mato

Pés descalços, sem sapato

Para carvão fabricar.

 

 No caderno da irmã,

Muitas vezes escondido,

Ele buscava aprender

Pois se sentia atraído

Pelas letras desde cedo

Este foi o seu enredo

Do talento adormecido.

 

O que via no caderno

Rabiscava no terreiro

Com uma pedra ou graveto

Assim traçou seu roteiro

Nos seus tempos de criança

Esta foi sua esperança

De aprender por inteiro.

 

Tornou-se um autodidata

No mundo cordeliano

Seu talento impressiona

Com um vigor soberano

Nas sextilhas é um mestre

Nas décimas, inconteste

E Martelo Alagoano.

 

No ano dois mil e onze

Ele foi agraciado

No merecido registro

Por muitos tão almejado

Como Patrimônio Vivo

Menestrel definitivo

De Alagoas, seu estado.

 

Hoje Jorge é conhecido

Pela pátria mãe gentil,

Sua poesia é sábia

Pois mostra um belo perfil

Que muito ensina e aconselha

É única, não se assemelha

A nada em nosso Brasil!

 

É assim Jorge Calheiros

Grande mestre do cordel

Orgulho para o Pilar

Cumprindo um belo papel

De espalhar a sua escrita

Da maneira mais bonita,

Mais verdadeira e fiel!

 

 

 

 

 

5 º
Colocação: 5º Nota: 62.5 de 70
CICERA EFIGENIA DIAS
Cacimbinhas - AL
Inscrição: 80a8ae

JORGE CALHEIROS, O REI DO CORDEL

 

É com bastante alegria

Que abro meu coração

Pra debulhar emoção

Em forma de poesia,

Preciso de maestria

Pra descrever esse artista,

Consagrado cordelista,

Nascido lá no Pilar.

No quesito versejar

Ele é primeiro da lista.

 

 

No dia oito de agosto

Era trinta e nove, o ano,  

Descrevo sem ter engano,

O mundo viu o seu rosto.

Cresceu robusto e disposto

O menino do Pilar,

Cedo ele foi trabalhar,

E para ganhar o pão

Cortou lenha e fez carvão

Para um trocado ganhar.

 

 

Se não me falha a memória

Ao redor de uma fogueira

Juntava a família inteira

Contando e ouvindo história,

Seguindo essa trajetória

Descobriu o seu talento,

Mas pra buscar alimento

Seu desejo engavetou

Para o Sudeste rumou

Batalhando o seu sustento.

 

 

Mas sua grande paixão

Era produzir cordel,

Rabiscava no papel

Mesmo sem ter formação,

Sem pensar que um dia, então,

Seria um brilhante artista,

No verso, especialista,

No Brasil reconhecido

Por tudo que tem vivido

Como grande cordelista.

 

 

Hoje é patrimônio vivo

Do estado das Alagoas

Dando alegria às pessoas

Com seu trabalho expressivo,

É um cidadão ativo

Que nasceu para o cordel,

Assim se fez menestrel

Da nossa literatura;

Da tragédia, à aventura,

Tem mais de cem no papel.

 

 

Ao se apresentar fascina

Demostrando habilidade,

Metrifica de verdade

Como o cordel determina.

Tem inspiração divina

Que vem direto do céu,

Leva da mente ao papel

Com respeito aos companheiros

Seu nome é Jorge Calheiros

O nosso Rei do Cordel.

6 º
Colocação: 6º Nota: 62 de 70
Audálio Honorato
Viçosa - AL
Inscrição: 5e92ed

Usando os dotes divinos
Da inspiração que vem do céu
Da mente para o papel
Contos e versos certeiros
Tudo nos faz orgulhar
E enobrece o Pilar
Poeta Jorge Calheiros

Ele é a estrela maior
Da constelação poeta
Excelência é sua meta
Pelos valores que tens
Orgulho dessa cidade
Esse verso é na verdade
Para dizer parabéns

Nenhum outro é comparado
A este que vou citar
Voando sobre o Pilar
Onde cumpre o seu papel
Com belos versos brejeiros
O grande Jorge Calheiros
Hoje é o rei do cordel

Sua única faculdade
Foram as estradas da vida
Sua arte foi trazida
Pelos deuses pioneiros
Que de forma reluzente
Iluminaram a mente
Do nosso Jorge Calheiros

De todos é o primeiro
Tá em outro patamar
Se alguém tenta acompanhar
Primeiro pede passagem
E nossa Pilar querida
Faz hoje tão merecida
Essa bela homenagem

Esse artista popular
Conta história com rima
Fala do tempo, do povo
Seu verso encanta e anima
E digo por toda parte
Porque sei que sua arte
É dom de Deus, vem de cima

Afinal todos aqui
Aproveitam essa passagem
Prá render esta homenagem
Como fiés companheiros
Estamos todos felizes
Sendo eternos aprendizes
Do nosso Jorge Calheiros

7 º
Colocação: 7º Nota: 61.8 de 70
Lucy Márcia Dos Santos Simplício
Arapiraca - AL
Inscrição: fe835e
Escola de Educação Básica Nossa Senhora de Lourdes

Pilar, Berço do Rei do Cordel

 

Das águas da Manguaba nasce o velho Pilar,

terra de pesca e trabalho, de fé e de caminhar,

entre redes e engenhos viu o tempo se espalhar,

guardando em sua memória o que o povo quer cantar.

 

Na beira da lagoa, o pescador vai viver,

entre maré e esperança luta pra sobreviver,

e da água tira a vida pra família manter,

num ciclo de dor e luta que insiste em florescer.

Do engenho vem a história do suor do trabalhador,

e a vila vira cidade com esforço e com valor,

sem perder sua essência, sua fé e seu amor,

sob o manto protetor de Nossa Senhora do Pilar.

 

É terra de tradição, de cultura popular,

onde o simples vira verso pra quem sabe escutar,

onde o povo faz da vida um jeito de encantar,

transformando dor em canto pra não se apagar.

 

E nesse chão de memória nasceu grande inspiração,

que virou voz do sertão, força da criação,

fazendo da vida inteira poesia e transformação:

Jorge Calheiros, cordelista, orgulho da nação.

 

Sem estudo na infância, mas com fé no caminhar,

aprendeu tarde as letras, mas nasceu pra versejar,

pois Deus sopra inspiração pra quem sabe escutar,

e transforma o simples homem em poeta popular.

 

Nas feiras sua palavra fez o povo refletir,

levando riso e verdade pra quem quis lhe ouvir,

mostrando que o cordel nunca vai se extinguir,

pois é voz da resistência que insiste em existir.

 

Hoje Pilar se orgulha do filho que ali nasceu,

que em versos eternizou tudo aquilo que viveu,

Patrimônio Vivo é ele, e o tempo reconheceu:

Jorge Calheiros é cultura que o mundo acolheu.

 

 

 

 

 

 

 

8 º
Colocação: 8º Nota: 61.7 de 70
Janecleide D'ávila da Silva
Arapiraca - AL
Inscrição: a71fbd

Do carvão ao papel: viva a Jorge menestrel!

 

Viva a Jorge menestrel 

Seus folhetos da alegria 

Com carvão, carinho e papel

Nasceu a nobre figura 

Com a bênção do Divino,

Transformou o seu destino

Num legado de cultura 

 

Viva ao oito de agosto

Quando ele germinou 

Como planta insistente

O menino despontou

Catava lenha e carvão 

Aprendeu que a inspiração

Vale mais que condição!

 

Ao redor de uma fogueira,

Escutava o povo contar

As histórias dos antigos

Fez os olhos brilhar 

Viva o bom destino

Que plantou forte no menino,

O desejo de rimar!

 

Sem poder ir à escola,

Pois a vida era severa,

Enquanto a irmã estuda

Jorge sempre supera

Viva cada lição,

Escrevendo com carvão

Sua história austera

 

Viva ao trabalho pesado,

Na enxada e construção;

Fernão Velho conheceu,

Também sua profissão.

São Paulo e Minas Gerais,

Rio de Janeiro, jamais

Apagaram sua paixão!

 

Mesmo longe da terra do bagre

Viva a não deixar de escrever;

Guardando os seus folhetos,

Sem revelar seu saber

Até que um bom amigo 

Mostrou-lhe o valor que podia ter

 

Viva por ganhar o mundo

Com seu verso popular;

No linguajar bem matuto,

Fez o povo se encantar.

Do romance ao cotidiano,

Com humor sempre soberano,

Fez o riso escancarar

 

Um viva à vida do povo,

Da política e da nação,

Do Velho Chico querido,

Da natureza em questão.

Cada verso, uma lição,

Misturando emoção

Com a força da tradição.

 

Viva "Maloqueiro Zé Catacra",

"Conselho de um Velho Pai",

"O Pobre e a Medicina"

Mostram quanto o mestre atrai.

E as "Brigas de Amor" também

Nos levam a ver 

Um cordel meio haicai 

 

Viva Seu Matuto Zé Cará

Ir às telas do cinema;

O futebol de Coruripe 

Transformou-se em belo tema

Sua voz contou a história,

Enaltecendo a memória

Do Poxim em seu poema

 

Quando um jovem lhe perguntou:

"Sem estudo, és um poeta?"

Jorge respondeu um viva,

Com verdade tão completa:

"Quem dá rima é o Senhor,

Que derrama seu favor

Na alma do verdadeiro poeta."

 

Hoje Pilar se orgulha

Desse filho genial,

Patrimônio Vivo é o título

Mais que justo e especial.

Sua boina como auréola angelical

Jorge é a o corpo e a voz

Da poesia nacional 

 

São centenas de folhetos,

Decorados com paixão;

Cada verso é uma semente

Escrita no coração.

Com memória admirável,

Seu talento inesgotável

É motivo de emoção.

 

Viva às obras penduradas

Em cordas ou cordel

Às rimas, ritmo e gravuras

Do carvão ao papel 

Viva a cultura e o folclore 

Viva a Jorge menestrel!

9 º
Colocação: 9º Nota: 61.5 de 70
Adélia Maria de Amorim Magalhães
Maceió - AL
Inscrição: 58327f

15º Concurso Pilarense de Literatura

Tema: "Da inspiração que vem do céu, para a mente e o papel, Pilar homenageia ao filho ilustre, Jorge Calheiros. (Rei do Cordel)."


Homenagem a um Grande Menestrel.

 

(1)

O Poeta Cordelista

Tem um quê de especial.

Ele rima e metrifica

Com seu dizer natural.

Os versos nascem de graça,

Cumprindo o seu ritual!

(2)

Meu Poeta, me responda,

Com seu jeito de dizer.

A Poesia, o que é?

Pois eu preciso saber.

Será que eu sou Poeta?

Mas, se não sou, quero ser!

(3)

Eu sei que para um Poeta,

É muito fácil entender,

Que a Poesia é um dom,

Que faz bem e faz doer.

É privilégio e é cruz,

É prêmio que faz sofrer.

(4)

É uma saudade é um banzo,

Uma vontade, um querer.

A Poesia é um laço,

Difícil de desfazer!

Se uma ponta amarra a dor,

A outra é o nó do prazer.

 

 

 

(5)

As duas tão sempre juntas,

Como bem se pode ver!

Pra sentir com emoção,

Precisa Poeta ser!

Parece coisa tão simples,

Como água de beber.

(6)

A Poesia é mistério!

Não se pega, nem se vê.

É um bichim tão pequeno,

Mas, gigante pode ser!

Basta o Poeta ser bom!

Basta o Poeta querer!

(7)

Pensar no tema ou no mote,

Se concentrar por instante.

De repente ele transforma

Um grão de areia em brilhante.

E a simples luz de um fósforo,

Vira estrela cintilante!

(8)

O Poeta é um Mágico,

E às vezes, enganador!

Tira tudo da cachola!

Tristeza, saudade e dor.

Alegria e fantasia,

Sorriso, sonho e amor!

(9)

Todo Poeta é um anjo,

Que pensa poder voar...

Num minuto vai ao céu,

No outro, vai além-mar!

Passeia como gaivota,

Sobrevoando o sonhar...

 

 

(10)

A Poesia começa,

Pequena como semente.

Vai crescendo e vai inchando,

Tomando forma na mente.

E quando menos se espera,

Estoura e sai de repente!

(11)

Por se sentir sufocada,

Precisa desabrochar!

Sai do Poeta e caminha,

Querendo se apresentar.

É assim, a Poesia...

Sinto e não sei explicar!

(12)

Eu só sei que ela é feita

De tristeza e alegria!

Também é feita de amor,

Solidão e nostalgia..

E agora, afirmo Eu:

Tudo isso é Poesia!

(13)

A Poesia é saudade,

É paixão, melancolia,

É encanto e desencanto,

“Amostrada” e arredia.

Às vezes parece sonho,

Mas não é: é Poesia!

(14)

É verdade e é mentira,

Que a gente inventa pra crer.

Não sei bem, é tão confuso,

Difícil de descrever!

Dor, prazer, emoção...

Eu não sei... Eu não sei, não!

 

 

(15)

Mas acho que sou Poeta!

Não adianta esconder.

Sinto uma luz no meu peito,

Que pisca até acender!

Só Poeta sente isso!

E isso me faz viver!

(16)

Agora eu tenho certeza!

E repito com emoção:

Obrigada, meu bom Deus!

Digo com convicção.

Sou Poeta e Portador,

Do que sente o Coração!

 

(17)

Jorge Calheiros, o Grande!

Poeta e Declamador.

É cidadão Pilarense!

Todos sabem seu Valor!

Tem seu nome respeitado

Em qualquer lugar que for.

 

(18)

Aqui vai minha homenagem

Ao Ilustre cordelista!

Que quando pensa num Mote

Sai verso a perder de vista!

Batam palmas! Por Favor!

Pois Jorge é um Grande Artista!

 

 

10 º
Colocação: 10º Nota: 60.9 de 70
José Airson Mendonça de Oliveira
Maceió - AL
Inscrição: 5e24ed

MINHA HOMENAGEM AO PILAR E A
JORGE CALHEIROS O REI DO CORDEL
 
Pedi a Deus da poesia,
uma inspiração do céu,
criando em mim o repente,
para eu escrever no papel,
a homenagem do Pilar,
que vai o filho comtemplar,
o Ilustre Rei do Cordel.
 
Jorge Calheiros, poeta,
começou na adolescência,
gostando do que fazia,
foi criando experiência,
conhecendo um poetista,
foi com esse cordelista,
que adquiriu competência.
 
Isso foi em Aracajú,
numa de suas andanças,
ele fez uma amizade,
que lhe passou segurança.
na festa das poesias,
mais uma porta se abria,
e lhe passando esperança.
 
A partir daquele dia,
começou compartilhando,
todas suas poesias,
e entre amigos divulgando,
e também com conhecidos,
se tornando enaltecido,
e no cordel dominando.
 
E depois foi Registrado,
na Cultura Agraciado,
como Patrimônio Vivo,
de Alagoas, nosso Estado,
criando cordéis com rimas,
na cultura nordestina,
é um dos mais respeitados.
 
E é com grande alegria,
que participo da festa,
louvando esse cordelista,
que é um grande poeta,
de folhetos no papel,
onde ele mostra o cordel,
na feira, museu e vielas.
 
Salve a querida Pilar,
e a todos os seus leitores,
salve os compositores,
e viva aos escritores,
e a todos quero exaltar.
porque com esse cordel,
quero a todos contemplar.

Resultado do Concurso

O Concurso Cultural de 2026 recebeu 53 textos inscritos. Em conformidade com o regulamento, são divulgados apenas os 10 textos classificados.

A pontuação final corresponde à soma das notas atribuídas pelos jurados, em uma escala de 0 a 10, totalizando uma pontuação máxima de 70 pontos.

Durante a avaliação, os textos são identificados apenas por um número, sem qualquer informação sobre a autoria, garantindo a imparcialidade do processo. Os jurados somente tomam conhecimento da identidade dos autores após a divulgação oficial do resultado no portal.

Os textos publicados correspondem exatamente às versões enviadas pelos participantes, sem qualquer edição ou alteração por parte da organização.

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