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In memorian

Assim abro aos olhos, as pequenas memórias de tesouros raros que contemplado no atemporal de interins.
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Nossos momentos

Fui resgatada pelo transtorno ,
De tal memória de tantos passados,
Foram uns poucos segundos
De apenas cinco anos.

Uma roupa vermelha,
E um sorriso lindo,
Era tão distante e alto
A juventude lhe sorri.

Foram tantos os momentos,
E tantas as estranhezas
As dificuldades em recordar
E assim guardei.

O sorriso acrabunhado,
A maneira de como seu rosto é,
A vida sorri através das pálpebras,
No manso e tranquilo olhar.

Passou tão pouco tempo ,
E tarde vi seu olhar,
Era sem jeito, sem graça,
Sua timidez e gentileza.

Um fascínio de segundos,
Me resgatou a tão cedo
A minha maneira de ser
E naquele olhar eu me vi.

Passou mais dois segundos,
E ainda na lentidão do piscar,
Eu estava perdida,
Eu estava me encontrando.

Quando dei por mim já era tarde
O sentimento de pertença,
Já avisava alerta vermelho,
E então eu me espelhei.

Tão brando quanto suave,
Eu me vi na desistegração da conclusão,
E tudo com clareza virou,
Ao averso de delicadeza.

Um olhar suspirou de volta,
E eu não consegui recuar,
Aflição e tristeza já não mais,
Poderia concordar em ter.

E lá estavam mais dois segundos,
Atenção a mais detalhes,
Em busca do retratado espelho,
Sua moldura doce me abraçou.

O Espanto se apoderou ,
E gelei por proteção,
Resistia a tudo com queimor,
não a medo e sim a vergonha.

E fui tomada de um sonido,
A vaidade que coube o segundos,
Tudo foi recíproco e em paz,
Porque eu estava nos braços de papai.

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Leide Bracho ESCRITO POR Leide Bracho Escritores
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