A forja do engenho de ferro
A FORJA DO ENGENHO DE FERRO
Da Vila da Usina Sinimbu à Engenharia Internacional
Biografia Autorizada de Elton de Morais Souza - 15 de Julho de 1980
CAPÍTULO 1 - RAÍZES
Eu, Elton de Morais Souza, nasci em 15 de julho de 1980, filho de Sandra Sueli de Morais Souza e Geraldo Soares de Souza, neto paterno de José Vicente de Souza e Antônia Soares de Souza. Meu avô José Vicente foi minha voz paterna.
Quando eu tinha pouco mais de 5 anos, meus pais se separaram. Fui acolhido pelos meus avós paternos e pelos meus tios Rosa Maria Soares de Souza e José Vicente de Souza filho (Tio Vicente). Fui criado entre Maceió e a Vila da Usina Sinimbu, em São Miguel dos Campos - AL.
Tive cuidadoras e auxiliares de serviço que cuidaram de mim com carinho até meus 22 anos. Minha alfabetização foi na creche da vila. Eu gazeava aula, pulava a cerca da escola com os amigos para tomar banho de rio e jogar bola. Rio Sinimbu era nosso quintal. Meus amigos de infância que nunca vou esquecer: Marco, Glauber, Luciano, Zé Carlos, Gideon,Claudenir, Alexandre, Robson, Leonel, Fabrício, Fábio, Marcondes, Ednaldo, Nando, Carlinhos e tantos outros. Filhos de trabalhadores da usina. O barulho do ferro batendo no ferro já era música para mim.
CAPÍTULO 2 - O PRIMEIRO FERRO
Comecei a trabalhar aos 16 anos como auxiliar de pintura na Usina Sinimbu. O gerente industrial era Cláudio Soares Cavalcante, que formou uma geração inteira da vila.
Aos 18 anos, registro em CLT. Cada um foi para uma área: elétrica, mecânica, caldeiraria. Eu fiquei como operador e depois migrei definitivamente para manutenção como ajudante. Aprendi na prática alinhamento de eixos, troca de mancais, regulagem de moenda, manutenção de redutores, bombas e caldeiras.
O engenho de madeira sofre com traça, cupim e broca. O engenho de ferro sofre com ferrugem, fadiga e desalinhamento. Ali aprendi a forjar soluções.
CAPÍTULO 3 - A ESTRADA
Saí da Sinimbu para crescer. Trabalhei em usinas no Mato Grosso, Mato grosso do Sul Goiás, Paraná, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Sergipe, Acre, Roraima, Pará, Bolívia, Paraguai e Guiana.
No Grupo BBF - Brasil BioFuels, trabalhei em São João da Baliza - RR, na BR-210, matriz fundada em 2008, com biocombustível de palma e usinas híbridas. Lá são 681 colaboradores diretos, sendo 30% venezuelanos refugiados.
Depois Acará-PA, Vale do Acará, onde a BBF assumiu em 2020 a antiga Biopalma da Vale. São 56 mil hectares de palma, 4 mil empregos diretos, usinas extratoras em Moju e Acará, e a UTE BBF Água Branca gerando energia renovável para 5 mil moradores.
CAPÍTULO 4 - A FORMAÇÃO
Técnico Mecânico no CEPEP Maceió, na Avenida Brasil - minha base. Gestão da Manutenção Mecânica Industrial.
Tecnólogo em Manutenção Industrial pela FATEC Votuporanga - SP: Cálculo, CAD/CAM, Termodinâmica, Mecânica dos Fluidos, Resistência dos Materiais, Manufatura Avançada.
Bacharel em Engenharia Mecânica pela FARO de Roseira - SP. Pós-Graduação em Engenharia de Açúcar e Álcool e Pós em Engenharia de Segurança do Trabalho. Especialista em NR-12, NR-13, Caldeiras e Vasos de Pressão e PMOC.
Por fé, fiz Psicologia Pastoral, Missiologia pela ABECAD e Mestrado e Doutor PhD em Teologia.
De 2019 a 2023, fui dono e professor da FAEMS - Instituto de Cursos Técnicos e Profissionalizante em Roraima.
CAPÍTULO 5 - O EMPREENDEDOR
Em 2015 fundei a EMS Manutenção Industrial com CNPJ próprio. No mesmo ano, realizei um sonho: fábrica de cachaça em Boca da Mata - AL, com as marcas Reserva de Alagoas e Aguardente de Cana Cavalo de Troia.
Depois fundei a Soeetec Engenharia, minha empresa principal no Brasil, focada em Manutenção e fabricação industrial,laudos NR-12, NR-13, inspeção de caldeiras, PMOC, projetos mecânicos.
Fundei também a Kopalla Viagens.
CAPÍTULO 6 - A INTERNACIONALIZAÇÃO
Hoje, em sociedade com meu primo-irmão e irmão de vida Flaudisio Nunes Ferreira, abrimos a Soeetec Engineering Inc. na Guiana. Empresa binacional Brasil-Guiana, para obras de construção, manutenção industrial e montagem. A Guiana é o novo polo de petróleo da América do Sul.
Minha foto da capa representa essa fase.
CAPÍTULO 7 - A FORJA - PORQUE ENGENHO DE FERRO NÃO DÁ TRAÇA
O engenho de madeira é bonito, mas dá traça, cupim, empena e quebra. O engenho de ferro é forjado no fogo, na pancada, na têmpera. Assim foi minha vida.
Cada pancada foi uma dificuldade: separação dos pais, começar cedo, sair de Alagoas. Cada têmpera foi um curso, uma usina nova, um cliente.
Meu método Soeetec de manutenção que aplico em todos os clientes:Inspeção diária
Lubrificação correta
Alinhamento
Balanceamento
Documentação NR-12 e NR-13
Treinamento da equipe
Um engenho bem cuidado moe por 30 anos. Um mal cuidado quebra em 3 meses. Vale para máquinas e para pessoas.
Detalhe técnico que ensino: Nosso engenho de ferro usa rolos em aço inox 304, estrutura em chapa 3/4, mancal com bronzina TM23, motor WEG 10 a 20cv, redução 1:60, bica em inox, proteção de partes móveis com intertravamento, botão de emergência, aterramento, ART. Na NR-13, caldeira com prontuário, válvula de segurança, manômetro calibrado, operador qualificado. No PMOC, análise microbiológica, troca de filtros, limpeza de bandeja. Tudo com laudo.
CONCLUSÃO - O FERRO NÃO ESQUECE
Este livro, A Forja do Engenho de Ferro, junto com meu primeiro livro A Trajetória de um Sonhador, registra minha história. De auxiliar de pintura a engenheiro, professor, empresário no Brasil e na Guiana.
De São Miguel dos Campos para o mundo. e ferro forjado não quebra.
Considerações finais
Dedico a Deus, a meus pais Sandra e Geraldo, a meus avós paternos (José Vicente de Souza e Antônia Soares, in memoriam ),meus filhos Débora, João, Lavine e Lorena, a minha tia Rosa Maria e meu tio José Vicente, a Cláudio Soares Cavalcante, aos meus colegas de infância, aos professores do CEPEP, FATEC e FARO, ao Grupo BBF, aos alunos da FAEMS, ao meu sócio Flaudisio Nunes Ferreira e à minha família.
São Miguel dos Campos - AL / Boa Vista - RR / Georgetown - Guiana, Agosto de 2026.Elton de Morais Souza
Engenheiro Mecânico - Soeetec Engenharia - Soeetec Engineering Inc.
