Tema Acessibilidade

A trajetória forjada 1.000° graus

O sonho e a forja
Publicado
Capa do livro

A TRAJETÓRIA FORJADA: Do Sonho ao Engenho de Ferro
Edição Unificada - Elton de Morais Souza

PREFÁCIO - A OBRA UNIFICADA

Este é a união de duas fornalhas

(A trajetória de um sonhador e a forja do engenho de ferro)

Durante anos eu vivi duas histórias que pareciam separadas: a do sonhador que foi jogado no poço, e a do engenheiro que aprendeu a forjar ferro no fogo. Uma era espiritual. A outra era técnica.

A Trajetória de um Sonhador contou como sobrevivi ao poço. A Forja do Engenho de Ferro contou como aprendi a transformar brasa em ferramenta. Agora, em A Trajetória Forjada, eu uno as duas.

Porque não existe sonho sem forja. Todo sonho que não passa pelo fogo continua mole, não sustenta peso. E não existe forja sem sonho.

Este livro tem 20 capítulos porque uma vida forjada não se conta em 12.

Pegue seu capacete e sua Bíblia. Vamos para a forja.
Elton de Morais Souza

---

CAPÍTULO 1 - O POÇO: ONDE O SONHO QUASE MORRE

O poço não é o fim do sonhador. É o começo da forja.

Eu tinha 17 anos quando entendi que ser sonhador no interior de Alagoas era quase um defeito. José contou o sonho e foi jogado no poço pelos próprios irmãos. Eu contei meu sonho de ser engenheiro e ouvi risadas.

O poço do José era de pedra. O meu era de palavras: 'Você não consegue', 'Isso não é para gente como você'.

O que ninguém te conta é que o poço tem duas funções: te esconder e te preservar. Se José ficasse com os irmãos, seria morto. O poço salvou a vida dele para preservar o propósito.

Você está num poço, não numa cova. Cova te enterra. Poço te esconde por um tempo. E todo poço tem hora para acabar.

Lição forjada: Não conte seu sonho para quem não tem capacidade de carregar o peso dele.

CAPÍTULO 2 - A CISTERNA E A CICATRIZ

Toda cisterna deixa cicatriz. A minha foi a vergonha de precisar e não ter.

Cicatriz não é vergonha. É mapa. Quando olho para minhas mãos hoje, ainda vejo calos da época que carreguei saco de cimento para pagar apostila. Aqueles calos são meu diploma antes do diploma.

Se você não cura sua história, você fissura quando vem a carga.

Eu curei minha cisterna fazendo três coisas: perdoando quem me jogou lá, agradecendo pelo que o poço me ensinou, e usando a cicatriz para ensinar outros a não sangrarem no mesmo lugar.

CAPÍTULO 3 - O VALOR DO REJEITADO

Rejeitado não é desqualificado. É separado.

José foi rejeitado pelos irmãos, mas foi exatamente essa rejeição que o colocou na rota do Egito. Se ele fosse amado e aceito, teria ficado cuidando de ovelhas em Canaã para sempre.

Eu fui rejeitado em entrevistas, em orçamentos. Cada não me empurrou para o sim que Deus já tinha preparado. A Soeetec nasceu de um não que doeu.

O ferro mais valioso é o que é rejeitado na primeira fundição porque tem impureza. Mas depois de forjado, ele vira aço.

CAPÍTULO 4 - ESCRAVO NO EGITO: TRABALHANDO SEM SER VISTO

Depois do poço, José virou escravo na casa de Potifar. Continuou trabalhando sem palco.

Foi aqui que aprendi a trabalhar sem aplauso. Trabalhei de servente, de ajudante, de desenhista para outros engenheiros que assinavam meu desenho. Ninguém via meu nome. Mas Deus via.

Quem é fiel carregando balde, será fiel governando celeiro.

CAPÍTULO 5 - A PRISÃO QUE PREPARA O PALÁCIO

José foi para a prisão por ser fiel. Injusto? Sim. Necessário? Também.

Eu também tive minha prisão: um ano inteiro sem obra, com nome sujo, com contas atrasadas.

Na prisão, José interpretou sonhos de outros antes de ter o seu interpretado. Na minha prisão eu ajudei outros engenheiros de graça. Um desses me indicaria para a obra que mudaria minha vida.

Sua prisão não é punição, é preparação.

CAPÍTULO 6 - O CHAMADO DO FOGO

Aqui começa a segunda história. A Forja do Engenho de Ferro.

Engenho de ferro não é lugar bonito. É quente, barulhento, cheio de fumaça. Mas é lá que o ferro mole vira ferramenta.

Eu entrei na engenharia achando que seria só conta. Descobri que engenharia é fogo. Fogo de prazo, fogo de cliente exigente, fogo de dar errado e ter que refazer.

Deus me chamou para o fogo porque sabia que meu sonho era mole demais. Sonho mole não sustenta família, não sustenta empresa. Precisava ser forjado.

CAPÍTULO 7 - O ENGENHO DE FERRO: ONDE O MENINO VIRA HOMEM

No engenho, o ferro entra de um jeito e sai de outro. Entra minério bruto, sai vergalhão CA-50 que segura prédio.

Eu entrei menino sonhador, sai homem construtor. O que me transformou? O calor.

4 leis da forja que levo para a Soeetec:
Nada se molda frio.
Repetição forja.
Impureza tem que sair.
O ferreiro tem que ser mais forte que o ferro.

CAPÍTULO 8 - BRASA, BIGORNA E MARTELO

Toda forja tem 3 elementos: brasa que aquece, bigorna que sustenta e martelo que bate.

Na minha vida, brasa foi a necessidade. Bigorna foi minha família e minha fé. Martelo foram as pancadas: calote, obra que deu prejuízo, traição de parceiro.

Sem brasa, o ferro não amolece. Sem bigorna, se perde. Sem martelo, não toma forma.

CAPÍTULO 9 - TÊMPERA: POR QUE ALGUNS QUEBRAM E OUTROS NÃO

Dois ferros iguais, mesmo fogo, mesmo martelo. Um quebra, outro vira espada. Por quê? Têmpera.

Têmpera é o choque térmico depois do fogo. Jogar o ferro quente na água fria. É doloroso, mas é o que dá dureza.

Minha têmpera foi quando tive que vender meu carro para pagar prejuízo de obra. Água fria na cara.

Sem têmpera, o ferro fica bonito mas não aguenta impacto.

CAPÍTULO 10 - O FERRO QUE NÃO DOBRA: CARÁTER

O mercado está cheio de engenheiro bom de conta e fraco de caráter. Ele dobra na primeira proposta indecente.

Meu teste foi uma obra onde o cliente me ofereceu receber por fora para usar material inferior. Era dinheiro que pagaria minhas contas por 6 meses. Eu disse não. Perdi o cliente, ganhei meu nome.

Soeetec hoje é chamada porque não dobra.

CAPÍTULO 11 - DA FORJA PARA A OBRA

Sonho sem planta é pesadelo. Planta sem sonho é galpão vazio.

Depois de ser forjado, precisei transformar forja em planta baixa. Criei meu método D.E.F. - Sonho, Engenho, Fundação. Primeiro você sonha, depois você forja, depois você funda.

Todo projeto da Soeetec hoje passa por D.E.F.

CAPÍTULO 12 - ALICERCE INVISÍVEL

Todo mundo quer ver a fachada. Ninguém quer pagar pelo alicerce. Mas é o alicerce que define se a casa fica de pé 100 anos ou 5.

Alicerce invisível tem 3 camadas: Espiritual (oração 5h da manhã), Familiar (família orando) e Ético (não roubar um real).

Na engenharia, alicerce custa 30% da obra e ninguém vê. Na vida, seu caráter custa 30% do seu tempo e ninguém aplaude. Mas sem ele, tudo desaba.

CAPÍTULO 13 - SOEETEC: A EMPRESA NASCIDA NA FORNALHA

Soeetec não nasceu em sala com ar-condicionado. Nasceu na fornalha.

Nasceu quando eu estava com R$ 17 no bolso e um cliente me ligou dizendo: 'Elton, você tem coragem de pegar essa obra de 300m2?' Eu disse sim sem ter equipe, sem ter dinheiro para comprar cimento.

A fornalha me ensinou a dizer sim com fé e correr atrás com trabalho.

3 pilares da Soeetec: Segurança em primeiro lugar, Qualidade acima da média, e Palavra cumprida.

CAPÍTULO 14 - ENGENHARIA DE PESSOAS

Eu achava que engenharia era conta. Descobri que 80% é gente.

Você pode ter o melhor concreto do mundo, se sua equipe não está engajada, a concretagem atrasa e trinca.

Na Soeetec todo pedreiro sabe ler projeto. Todo servente sabe o nome do cliente. Porque gente forjada valoriza gente.

Sua obra mais importante não é a que você está construindo, é quem você está construindo enquanto constrói a obra.

CAPÍTULO 15 - O DESERTO DO CONSTRUTOR

Existe um deserto entre a forja e o palácio. É o deserto onde o telefone silencia.

Vivi 8 meses assim. Nenhuma obra nova. Pensei em voltar a ser funcionário.

No deserto, Deus não te abandona, Ele te isola para te ensinar a ouvir o vento. Três atitudes que me tiraram do deserto: 1. Voltei a visitar obras antigas. 2. Cortei todo custo que não gerava valor. 3. Voltei a estudar 2 horas por dia.

Deserto não é para morrer, é para aprender a cavar poço.

CAPÍTULO 16 - CÁLCULO E CLAMOR: A ENGENHARIA DA FÉ

Tem hora que o cálculo não fecha. A carga é maior que a resistência. Aí entra o clamor.

Já tive obra que faltou material, que choveu 15 dias seguidos. O cálculo dizia: vai quebrar. O clamor dizia: vai passar.

Engenharia da fé é fazer 100% do seu possível e entregar 100% do impossível para Deus.

Antes de concretar laje, oro com a equipe. Não é religiosidade, é reconhecimento.

CAPÍTULO 17 - DINHEIRO FORJADO: SERVO FIEL

Dinheiro sem forja é maldição. Dinheiro forjado é ferramenta.

Na Soeetec dividimos: 50% operação, 20% investimento em máquinas, 20% reserva para deserto, 10% generosidade.

José guardou 20% nos 7 anos de fartura. Foi chamado de louco. Depois foi chamado de salvador.

Dinheiro forjado não compra status, compra tempo, compra paz, compra legado.

CAPÍTULO 18 - A PONTE ENTRE DOIS MUNDOS: FÉ E TÉCNICA

O Brasil separa fé e técnica. Ou você é crente ou você é técnico. Eu decidi ser os dois.

Minha fé me faz orar. Minha técnica me faz calcular. Uma sem a outra é manca.

Este livro é essa ponte. A Trajetória me deu fé. A Forja me deu técnica. Juntas, me deram autoridade.

O mundo está cansado de gente competente sem caráter e gente de caráter sem competência. Seja os dois. Seja forjado.

CAPÍTULO 19 - LEGADO DE FERRO E DE SONHO

Legado não é o que você deixa no banco. É o que você deixa nas pessoas que vão construir depois de você.

Quero que quando eu morrer, um pedreiro diga: 'O Elton me ensinou a ler projeto e hoje meu filho faz engenharia'. Isso vale mais que prédio.

Legado de ferro: obras que ficam de pé 50 anos.
Legado de sonho: pessoas que continuam sonhando 50 anos depois que você foi embora.

CAPÍTULO 20 - O PRÓXIMO FORJADO É VOCÊ

Chegamos ao fim da forja, mas ao começo da sua.

Você leu 20 capítulos de fogo, poço, bigorna e martelo. Agora feche o livro e vá para sua forja.

Não espere estar pronto. O ferro nunca está pronto para o fogo, ele só entra.

Meu convite: nos próximos 7 dias, faça seu D.E.F.:

Dia 1-2: Escreva seu sonho com data.
Dia 3-4: Entre na forja: qual habilidade precisa forjar?
Dia 5-6: Faça sua fundação: corte o que te impede e alicerce o que te sustenta.
Dia 7: Coloque o primeiro tijolo. Ligue para alguém. Faça orçamento. Compre o primeiro saco de cimento do seu sonho.

Eu, Elton de Morais Souza, do interior de Alagoas, que fui do poço ao engenho de ferro, te digo: é possível.

A trajetória foi forjada. Agora é sua vez de ser forjado.

Com ferro, fogo e fé,
Elton de Morais Souza

EPÍLOGO - CARTA PARA O ELTON DO POÇO

Ei, Elton do poço, é o Elton da obra falando.

Você está aí no escuro, achando que acabou. Não acabou. Está só começando.

Daqui a alguns anos você vai ter uma empresa, vai ter obras espalhadas, vai ter gente que te chama de engenheiro.

Mas deixa eu te dizer o que mais importa: você vai continuar sonhando. O fogo não vai te queimar, vai te forjar.

Não desista no poço. Não desista na prisão. Não desista na forja.

O engenho de ferro está te esperando. E depois dele, o canteiro de obras.

Te vejo aqui na frente, de capacete branco, com a planta na mão e o coração grato.

Não para. Forja.

Com amor,
Elton do Futuro.

Denuncie conteúdo abusivo
PhD. Elton de morais souza ESCRITO POR PhD. Elton de morais souza Escritor
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade. Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores. Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.