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O.dia.do... Acidente!

 
Quanto ao carro que passou
Não tinha nome ou cor
Foi-se e nem mesmo buzinou
Permaneci, desvanecendo-me em dor

Com que velocidade se foi?
A mesma que veio
Que o deixou sem nome e cor
Até hoje foi e não voltou

Da forma que ele nem tinha
O rastro que ficou foi de ódio
Sirenes apagadas acima
O mau sentimento que aflora

Tinha a cor do vento
O sabor neutro
O formato do ar
Sem vontade de amar...
 
 
*Versos escritos poucos dias após um acidente motociclistico sofrido pelo que vos escreve.
ESCRITO POR Almyr Rodrigues 290 K leituras
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