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Servirei assim, ao meu amor...

 
Quero ao meu amor servir
Como concha, ao dormir,
Travesseiro, ao adormecer do sol,
Sol, que no dia, sai a causticar

Enquanto amor não tenho,
Vivo apenas por me cuidar
Sem dizer de onde venho,
Mas, buscando a quem amar

Amar à todos, disse O Criador
Compartilhar comigo a dor
Que hoje sofre a fronte do poeta,
E do vasto caminho liberta

Dai-me oh veredas...
Sinais de tua existência
Sem atalhos não alcanço
Aceito toda subserviência!
ESCRITO POR Almyr Rodrigues 290 K leituras
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