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Cogumelo atômico do amor

Vai dos meus olhos e deles vêm a onda chamada amor

Quebrando-se delicadamente nos meus pés…

Acontece que Posêidon revoltado estar,

Agitando-se e agitando as ondas desse mar

E muitos rostos púberes não sabem nada-r

Do frágil desamor

Do mártir úmido

De um coração incolor.

No peito está sepultada a bomba em fibras pulsantes de uma Hiroshima…

Destruiu a luz, roubou a flor e, por fim, matou a boba no cogumelo atômico do amor.

ESCRITO POR Ron Perlim 239 K leituras
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