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O mais puro amor entre as nuvens...(cena em três atos)

Ato I

O lindo cavalo branco voava bem próximo à janela, dava medo o rufar de suas imensas asas.
Ele estendeu a mão e disse: Vem! Com o olhar prometendo vôos magníficos até o sol, correntes ascendentes de vento e a maciez das nuvens brancas, além de outras coisas.
Vestia um uniforme romano, com o peitoral de cobre, tão polido e brilhante que parecia ouro, túnica de linho alvíssimo e uma grande capa vermelha que esvoaçava ao vento, bem como seus cabelos negros. Os pés, nos estribos dourados do cavalo alado vestiam sandálias de couro que envolviam seus tornozelos. E que tornozelos!
Um sorriso doce brilhava em dentes brancos na cara máscula. Definitivamente ali estava um homem em toda a testosterona pujante e magnificente. Com ele não haveria dúvidas, nem medos, nem abismos capazes de o segurar ou deter, mesmo que por instantes.
Estendeu a mão confiante e disse, tão simplesmente: Vou! E pulou no dorso do cavalo branco e alado. As nuvens a envolveram deliciosamente.
Ia viver o amor, agora! O mais puro amor entre as nuvens...
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Ato II

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- Moça! Moça? Chega aqui, Edgleisson...
- Que foi, Biu?
- A mulé caiu.
- Quem caiu?
- Essa mulé ai, Edgleisson.
- Oxe! Caiu de onde?
- Sei não...só ouvi o baque, oia.
- Tá morta?
- Tá não. Tá respirando.
- A gente faz o que, Biu?
- Chama a SAMU, aí.
- Meu celular tá sem crédito, Biu.
- Ah! Aí fudeu.
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                                                '

Ato III


Não, pensou ela, deitada nos braços do pedreiro, não deu tempo.


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O T-Rex está as gargalhadas. Ele coloca, entre lágrimas do riso que não consegue conter, que ele é um dinossauro, e eu é quem não existo!
- É isso ai, Rex.
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ESCRITO POR Nádia Dias 60 K leituras
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