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O retorno

Cada gesto, por menor que seja, sempre fala mais.

Diz aos olhos aquilo que a boca não conseguiu.

Ah! momento triste este, quando a tarde seguiu

Sem os raios de sol da manhã. E rápido demais

 

Chegou a noite a me fazer lembrar o torpor

Que antes não sentira, pois havia outro corpo

Por aqui e jaz agora a certeza da cama larga. Morto

Dentro fica o que se fazia eterno e chamava-se amor.

 

O adeus que se fazia iminente não poderia

Ser mais malévolo. Mas, assim como seguem

As águas e as águias seus caminhos incertos

 

E firmes, devemos voar e regar novos desertos

A fim de atrair novo amor, nova magia

E então, em cama nova, o ardor não negue.  

 

Penélope SS

2-6-11    23h:33

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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