A poesia não me quer e eu a desejo
A poesia não quer a mim
Mas meu eu a diz sempre sim
Chamando, desejando tê-la
Em meus braços. Essa matreira
Me há de querer um dia.
Ah! Não me rejeite, é covardia
O que me fazes. És abrigo
Às minhas dores. Se aflito
Me sinto, quem me há de aceitar,
Se não tu guarida de meu penar?
Se não teus braços a me asilar?
Queiras-me doce-luz-do-amor.
Queiras-me lírio de delicioso olor.
Oh! Aceite-me assim: prazer e clamor.
Penélope SS
17-6-9 20h:36
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