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A poesia não me quer e eu a desejo

A poesia não quer a mim

Mas meu eu a diz sempre sim

Chamando, desejando tê-la

Em meus braços. Essa matreira

 

Me há de querer um dia.

Ah! Não me rejeite, é covardia

O que me fazes. És abrigo

Às minhas dores. Se aflito

 

Me sinto, quem me há de aceitar,

Se não tu guarida de meu penar?

Se não teus braços a me asilar?

 

Queiras-me doce-luz-do-amor.

Queiras-me lírio de delicioso olor.

Oh! Aceite-me assim: prazer e clamor.

 

Penélope SS

17-6-9   20h:36

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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