Céu estrelado: entre Deus e a Morte (A Edgar Poe)
Céu que encobre nossas mazelas.
Fragrâncias de soníferos estrelares
vindos de além-céu. Todo o fel sentimos
na Morte estridente e maldizente.
Ah! Eu não sabia que a dor da foice mortífera
era tão profunda.
Apaguem essas luzes
e me deixem partir de uma vez.
O que me prendia nesse lugar já não mais está aqui.
Céu! Céu! De estrelas que caem sobre os meus ombros.
Céu! Céu! Que desmoronai sobre minha cabeça.
Clamar é preciso, mas Deus há de escutar?
Quer sim... quer não...
Não saber é bem pior que já estar morto.
Clamar é preciso e eu preciso de clamores.
Salvai Senhor essa alma
que já é finda nesta noite
pecadora em que a deusa negra do açoite me vem buscar.
Penélope SS
22-6-9 20h:43
© 2011. Todos os direitos reservados ao autor. É proibido copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas ou utilizar comercialmente esta obra sem autorização expressa do autor.
Classificação de conteúdo:
Publicado

Comentários