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Lugar

De onde estou não se podem ver imagens

E sim apenas sons, sussurros. Miragens

Que imagino vê-las um dia transpostas

Em realidade nua, viva e enfim postas

 

Diante de meus olhos vivos e sedentos

De cores e de meu olfato sequioso, há tempos,

Por um respirar (das aves) libérrimo. Serei eu

Uma ave de Deus? Arte divina ou um camafeu?

 

Daqui, desse lugar, ainda não me é permitido sair

Mas a mão que me toca e me guarda e que jaz aqui

É divina e sublime. Faz-me Senhor sentir o viver

 

Fora daqui. Libertai as amarras, deixai-me correr

Pelos campos e prados e relvas a cada amanhecer.

E amar e sofrer e florescer e morrer: discernir.

 

Penélope SS

16-10-9   23h:56

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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