Há lagoas...
Em minha terra
Há lagoas, há mares
E há poesia...
E longe dela,
No Exílio,
Não se vê a casa
Branca da serra...
Nem se ouve,
De Guimarães,
Os passos!
Em minha terra
Há lagoas, há mares
E o Sabino Romariz
Com o lírio imaculado
Em alma...
- Ah! Jayme,
Há coqueirais...
Pitangueiras,
Mangabeiras
E canaviais...
Em minha terra
Há lagoas, há mares
... Há sururu
E o guerreiro da Joana Gajuru...
Minha terra
É um tanto do mundo
Do menino impossível
Que observava o acendedor
De lampiões...
- Fulô, cadê Jorge?
Em minha terra
Há lagoas, há mares e rios
E falta água no sertão...
Sertão das vidas secas,
Presente desde a infância
Do vivente das Alagoas...
Nos ramos de Graciliano,
Há angústia,
Memórias do cárcere...
E há Ricardo!
Em minha terra
Há lagoas, há mares e mangues...
E na bandeira, cores do pastoril...
Também no céu, o azul anil!
E há livros, muitos livros
Do menino Ivo
Da uva do Lêdo...
Em minha terra
Há lagoas, há mares
E muita poesia...
Vamos, ouvindo Djavan,
Pisarmos com cuidado
No campo minado
Da Verinha Romariz...
E fiquemos preparados
Para sermos devorados
Pelos versos autofágicos de Arriete..
Em minha terra
Há lagoas, há mares...
Há Oliveiros,
Cheio de inspiração e calmaria...
E há Madá, Madalena, madrinha...
Ambos com cheiro,
Com sabor de mangaba e poesia...
- Há lá... Há lá... Alagoas!
Há lagoas, há mares
E há poesia...
E longe dela,
No Exílio,
Não se vê a casa
Branca da serra...
Nem se ouve,
De Guimarães,
Os passos!
Em minha terra
Há lagoas, há mares
E o Sabino Romariz
Com o lírio imaculado
Em alma...
- Ah! Jayme,
Há coqueirais...
Pitangueiras,
Mangabeiras
E canaviais...
Em minha terra
Há lagoas, há mares
... Há sururu
E o guerreiro da Joana Gajuru...
Minha terra
É um tanto do mundo
Do menino impossível
Que observava o acendedor
De lampiões...
- Fulô, cadê Jorge?
Em minha terra
Há lagoas, há mares e rios
E falta água no sertão...
Sertão das vidas secas,
Presente desde a infância
Do vivente das Alagoas...
Nos ramos de Graciliano,
Há angústia,
Memórias do cárcere...
E há Ricardo!
Em minha terra
Há lagoas, há mares e mangues...
E na bandeira, cores do pastoril...
Também no céu, o azul anil!
E há livros, muitos livros
Do menino Ivo
Da uva do Lêdo...
Em minha terra
Há lagoas, há mares
E muita poesia...
Vamos, ouvindo Djavan,
Pisarmos com cuidado
No campo minado
Da Verinha Romariz...
E fiquemos preparados
Para sermos devorados
Pelos versos autofágicos de Arriete..
Em minha terra
Há lagoas, há mares...
Há Oliveiros,
Cheio de inspiração e calmaria...
E há Madá, Madalena, madrinha...
Ambos com cheiro,
Com sabor de mangaba e poesia...
- Há lá... Há lá... Alagoas!
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