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Labor de poeta

Trabalha o poeta: dia e noite, noite e dia

à procura de paz, na rotina vazia.

Só e mal iluminado, pois a musa se fora,

busca o tolo outra musa (Quem lhe dera sedutora)

 

Quem lhe dera singela fosse a nova amante

e mais claramente mostrasse num rompante

os seus versos. Oh dona musa! Do meu labor

tem penar. Tem penar santo amor.

 

Meu labor é sofrido e minha espera é longa.

Na fraca luz que me resta, o desejo prolonga

a vontade de vencer. E a ânsia é forte

 

me mantendo alerta, guiando-me ao meu Norte.

Labora o poeta: noite e dia, dia e noite

e a musa o espreita, olhos firmes de açoite.

 

Penélope SS

17-10-10  14h:00

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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