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A ONDA

Este poema foi elaborado a partir das imagens imensuravelmente fortes

da tragédia ocorrida no Japão em março de 2011.

 

Dedicado aos sobreviventes e aos que nos deixaram

 

Inacreditavelmente o fim é anunciado

Pelas águas: fortes, imensas, varredouras.

Diante da ira oceânica ficamos bestificados,

Rogando aos céus tua amortização vindoura.

 

Será tua força o aviso eminente da aurora? 

O iminente prelúdio? Lembremos de outrora,

Lembremos. Oh mundo de seres-humanos

Ameis mais; vivais mais; sejais mais humano.

 

E enquanto estupefatos a avistamos (a onda)

Nos questionamos o quão a vida é frágil e vital

Neste universo fascinante inconstante atemporal.  

 

E instamos a ti desmedido manancial:     

Oh colérica revolta força descomunal

Quanto do teu mal é vindita celestial?

 

Penélope SS

13-3-11   23h:08

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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