AO HOMEM-DEUS
Me vem um soneto calado,
melancólico, ressentido e magoado.
Por vezes lacrimoso, mas na sua vinda
triste e perene, sinto soar-me ainda
o sussurro sereno das súplicas celestiais
que me chega à face. Claros cristais
que me trazem das purezas profundas
dos recantos cavernais belezas oriundas
dos tempos. E amalgamadas em brilhante luz,
reluz ao olhar, feito a forte cruz
do Homem-Deus que resplandece
aos olhares cristãos. Cristãos que padecem
na Terra viperina de chagas e pus
errando e clamando, ao Homem-Deus, suas preces.
Penélope SS
4-10-8 19h:50
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