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à musa dos versos

Não te quero, oh Musa ingrata!

Afasta-te de mim, afasta. Desata

esse enlace que entre nós a noite pôs.

Deixai vir o sol, astro-rei, sobre nós dois.

 

Que brilhe o brilho do novo dia

queimando em nós com forte porfia.

Que Apolo te resgate levando-te ao Parnaso,

e lá terás ventura, viverás em lindo paço.

 

Não que não te deseje mais, uma vez que és bela.

Mas, negando teus versos, condena-me a mazela

de sempre rogar-te sem resposta aos pedidos.

 

Contudo, hermosa, se me abrires uma janela

e por ela passarem mil versos, te prometo, esperas,

mais que Apolo, te serei escravo rendido.

 

Penélope SS

12-1-9  01h:40

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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