Indignação
Que foge de si mesmo
Que luta com a solidão
Que teme seus próprios medos
Como se buscasse refúgio
Nos falsos moralistas
E mexesse com o repúdio
Daqueles individualistas
No caminho, há opção
Pra traçar sem régua o destino
Nas incertezas e nas vias
Do devaneio, do desatino
Como as lágrimas que escorrem
Na face dos imperfeitos
Como as escolhas de uma vida
Arrodeada de defeitos
Tentanto o céu tocar
Flutuando em precipício
O medo ruge e
o vento flui indeciso
Dores de quem partiu
Eu engulo de uma só vez
Sem cerimônia, sem julgamento
Chegou a minha vez
Eu quero mudar o mundo
Mudar a opinião
Da massa que fede, inútil
Comendo tudo com a mão.
03.04.2009
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Comentários
Olá Cristiane!! Dei uma passadinha aqui para ler seus textos, gostei da forma como você escreve e especialmente desse poema. Muito boa a última parte: "Eu quero mudar o mundo Mudar a opinião Da massa que fede, inútil Comendo tudo com a mão." Está de parabéns! =)
Nooooooooooooooossa!! Muito bom!!! Gostei muito!!!
Seus textos são lindos os meus: http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=33431
Gostei da parte "Tentando o céu tocar Flutuando em precipício..." Mas adorei o seu poema inteiro!