Nizinho
O pré-púbere o acompanhava. Ao perceber, adiantou o par de tênis e a ansiedade acelerou no peito. Olhava de um lado e de outro, tendo a impressão que aquela criança se aproximava.
A criança insistia em persegui-lo, dizendo:
— Por que o senhor tá em silêncio e tão apressado? Eu preciso falar com o senhor. De hoje que chamo! Ah! O senhor não quer falar com eu, né ? Então, pare agora; se não eu atiro!
O homem parou ofegante, as pernas tremiam, o suor e a palidez apoderaram-se de sua face. Volveu-se para a criança e foi recebido com um sorriso.
Sem pestanejar, disse-lhe:
— Quando o senhor saiu da padaria deixou cair isso. Aí eu vim às pressas para devolver ao senhor.
O homem ficou pasmo, permanecendo em silêncio.
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