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Não se pode morrer

Quando somos jovens e o mundo é só nosso,

Podemos arriscar nossas vidas diariamente

Num vai-e-vem de loucuras e prazeres, constantemente

Flertando com a Morte. Eu quero, desejo e posso

 

São verbos que não saem de nossas bocas. Repentinamente

Eis que surge uma vida vinda da nossa vida. Ser dependente

Que nos faz olhar o tempo com mais calma. Mudamos o compasso

E lentamente esse novo amor ganha seu eterno espaço

 

Dentro de nós. Estamos, enfim, completos. Repletos

De um rijo êxtase, um prazer que não finda. Afeto

Novo que nos arrebata a alma e nos alaga os olhos

 

A cada sorriso espontâneo, a cada abraço terno.

E, nesse cambiar de aurora, gritamos: — Escolho

A calma, o bem-viver, pois agora entendo que Não se pode morrer.

 

Penélope SS

16-10-11   23h:20

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