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Delírio

Delírio.

 

Porque dessas saudades tua?

Não compreendo a solidão que me envolve,

E também o suspirar queixoso que revolve,

A névoa da solidão na qual minh’alma flutua.

 

Quantas saudades de alguém que nunca tive.

Nem um beijo ou consolo teu provei,

É minha vida solitariamente imaginária? Não sei.

Ás vezes sonho em lugares que nunca estive.

 

Dezembro de 2004.


 

ESCRITO POR Luciano Barbosa 94 K leituras
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