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Odeio a árvore da praça

Minha mãe sabe que sou poeta

e não gosta dessa ideia:

Ter um filho poeta

que vê defeito em todas as coisas.

 

Odeio a árvore da praça

porque sei que ela crescerá

e as pessoas passarão por ela

e a admirarão.

 

Quando escrevo poesia

e minto sobre minha essência,

parece que os céus me aplaudem

com lágrimas de hiena.

 

A esperança pelo tempo perdido

nunca deixará;

e teu cheiro de gozo novo

está presente na minha roupa.

 

Talvez eu jamais durma

e espere minha nudez

debaixo daquela árvore

sem cinza, só palidez...

ESCRITO POR Igor Rozza 131 K leituras
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