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O tempo e o amor

O tempo e o amor

 

 

 

Hoje não sei, amanhã quem sabe talvez! Um dia eu possa dizer: sou o apaixonado que um dia lutou por alguém, que não soube me dar valor. Fui longe demais, cheguei no limite de um homem apaixonado. Hoje, por coincidência, olho para mim e me vejo assim, meio confuso.

 

Olhos perdidos em uma imensidão de coisas não muito significantes, para mim, lembranças que nem sei se vai me levar a algum lugar. O vento afasta uma lágrima que começa a rolar no meu rosto, vejo o meu mundo parar no tempo meu, passando vagamente em minha frente.

 

 

A minha vontade de viver começa a sumir, meu coração parece não ter mais forças para suportar tanta dor. Lembro-me que quando te conheci, eu já havia passado por isso e se hoje estou aqui, é porque eu te superei uma vez. Então digo para mim mesmo: que os dias passam, a vida muda e eu tenho fé no Cristo, que saio dessa. Então, quem pode curar essas feridas? É só o meu grande amigo: “O tempo”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                          Gil Santana: O poeta Solitário

 

   Janeiro/2012

ESCRITO POR Gil Santana 100 K leituras
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