Tema Acessibilidade

À Mulher

Devora-me sucessivamente
Embriaga-me com tua presença
Lança-me na escuridão dos teus dias
E me aparas em teus braços

Enlouqueça-me com tua falta
Mesmo quando tua presença me sacia
Devoras meus dias insanamente
Até que eu finja não gostar

E vens na manhã de domingo
Tão suave quanto à brisa
Silenciosa quanto o trovão
Na lentidão de um raio
Na voracidade do teu olhar

Pois tu és tudo que supre
Que uni e arrebata
Tua és aquilo que ama e maltrata
O riso no choro
Tu és o mais puro tesouro
Das voltas, tu és o chegar.

O olhar triste na partida
O lenço acenando no portão
A dor que some na vinda
O abraço, o cheiro, o afago.
Tu és o aqui, no meu lado.

O carinho, a pele, o lençol.
O beijo, o sorriso, o filho.
A seqüência perpetua da vida
Tu és toda, em todas as saídas.
Humanamente tu és MULHER!

ESCRITO POR Genival Silva 45 K leituras
23 textos
3 livros
Direitos Autorais

© 2012. Todos os direitos reservados ao autor. É proibido copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas ou utilizar comercialmente esta obra sem autorização expressa do autor.

1 K leituras
Classificação de conteúdo:
Indefinido

Publicado
Denunciar conteúdo
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade. Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores. Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.

Comentários


Mais textos deste autor

Poesias

Delírios

Catarei minhas migalhasSubtrairei tuas duvidasQueimarei tuas tristezasRecriarei a realidadeE reestruturarei teus... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

O Grito

Ouvi um grito Como um estampido De uma frágil bomba E ecoou no ensurdecedor Silencio da minha alma. E... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Perder-se

Eu, em meus dias sombrios. Acumulando choros Em travesseiros vazios E a escuridão dos meus dias Espreme... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Eles

  Um êxtase pré-psicodélico E fanatismos regionais E vozes que me contestam E outra me satisfaz Luas... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Ocos ecos

Que nada mais me consome No suave apelo das cores Em vultos de outros amores E se encerrar o vir por não ir... [Continue lendo.]
Publicado