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vento de novembro

Vento de novembro.

 

O céu hoje amanheceu nebuloso: à minha esquerda uma imensa nuvem cobre o céu, a minha direita, o céu se mostra azul com algumas nuvens em torno de si.

Aqui no jardim, o vento sopra suave e gostoso, mas isso só acontece enquanto houver sombra, porque quando o sol se desvencilhar das nuvens que momentaneamente o intimida, será insuportável à pele, o seu vigor, a sua beleza fogosa intimida todo e qualquer ventinho que quiser marcar presença nas suas horas de reinado, sendo assim, o sol reinará absoluto, até que se encontre com uma sombra, por menor que seja ela, se der para me cobrir , da cabeça aos pés, já será suficiente para que eu sinta novamente o vento gostoso de novembro.

A minha vida estar mais ou menos assim: o vento sopra para aqui e para ali, e eu fico correndo atrás dele, para numa tentativa quase desumana e inexplicável, desfrutar do frescor e repouso que ele me dará, quando finalmente ele soprar em mim eu descansarei das minhas inquietudes, e terei a paz de um dia nublado o ventilado de novembro.

Eu espero o vento soprar, e espero que traga com sigo a realização do sonho meu, que de maneira inexplicável sonhei, na hora de um cochilo debaixo de uma frondosa arvore, embalada caprichosamente, pelo vento de novembro. Nunca mais dormi, tão pouco sonhei, velando aquele sonho, sonhado dormindo, e agora sonho acordada e embalo esse sonho esperando o embalo do vento suave e gostoso do mês de novembro.

ESCRITO POR Linda 66 K leituras
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