Meu filho
Envolveste-me as entranhas
sugando o melhor de mim
e, no expulsar de um choro,
chegaste neste nosso mundo
- como um presente de Deus -
para me fazer sorrir
Fui instrumento do teu nascer
auxiliar no teu crescimento
e porto-seguro nas horas
do medo dos “bichos” e do escuro
perplexa... vejo-te, ora, adolescer
Em cada dia do teu existir
sou gratificada pela felicidade
que emana desse teu sorriso franco
e das tuas brincadeiras inocentes
que envolvem nosso majestoso lar
de ternura, alegria, magia e encanto
Vive, meu filho, imbuído
no propósito de ser feliz
regozijando-te com a liberdade
de ser, na vida, um mero aprendiz
Simone Moura e Mendes
(Poeia do livro Eu mesma... nua)
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