Pobre Conde
A pedra que bateu o meu pé
machucou o meu gesto
A flecha que furou minha mão
danificou minha ação
O grão que tocou meu palato
tornou-se indigesto
A seta que penetrou o meu céu
dirigiu-me ao chão
O degrau que machucou meu tendão
fraturou o meu ego
A estaca que atravessou o meu peito
preencheu este vão
O cisco atrevido dos teus atos
deixa-me cego
A luz do sol dos teus olhos
converte-me em carvão.
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