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Pobre Conde

A pedra que bateu o meu pé

machucou o meu gesto

 

A flecha que furou minha mão

danificou minha ação

 

O grão que tocou meu palato

tornou-se indigesto

 

A seta que penetrou o meu céu

dirigiu-me ao chão

 

O degrau que machucou meu tendão

fraturou o meu ego

 

A estaca que atravessou o meu peito

preencheu este vão

 

O cisco atrevido dos teus atos

deixa-me cego

 

A luz do sol dos teus olhos

converte-me em carvão.

 

ESCRITO POR Majal-San 330 K leituras
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