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O meu prazer

Nesse momento a única coisa que tenho...

Uso-a, abuso dela!

Tomo-a emprestado sem pudor

Transfiguro, mudo suas formas de propósito

Invento apetrechos para enfeitá-la

E não me envergonho se não a conheço

Me farto mesmo assim

E depois, se for o caso,

Procuro saber da sua origem

Se vem da elite ou da ralé,

Pouco me importa!

Que importa mesmo é o efeito

Tem que ter química,

Fazer bonito, aprazer.

E ela cede ao charme do meu instrumento

Não se importa se no alvo ou no pardo deita

O objeto assenta o seu corpo intrépido

Que me dá contentamento

Faz-me por delírios levitar, gravar, criticar

Quando a adoto para mim,

Palavra, palavra!

ESCRITO POR Juliana Cardoso 24 K leituras
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