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Exausta cidade

À noite a chuva molha

A cidade que cochila;

Uns dormem, outros farram

Em plena segunda-feira.

 

Automóveis quebram o silêncio

Na cidade adormecida;

Uns trabalham, outros meditam

Sob a Lua feiticeira.

 

Comemorações varam a madrugada

Na cidade sonolenta;

Uns nascem, outros partem sem conhecer

A justiça verdadeira.

 

As estrelas se ausentaram do céu

Da cidade dorminhoca;

Uns rezam, consertam; outros continuam

Na mesma asneira.

 

A chuva ainda molha a madrugada

Da cidade que dorme;

Uns cochilam, trabalham; outros farram

E já é terça-feira.

ESCRITO POR Majal-San 309 K leituras
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