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Epílogo

  

 

É, os amigos não são mais

As madrugadas sumiram

A musa não mais inspira

A solidão é invasora

 

O coração já é pequeno

O néctar agora é veneno

Os vizinhos já conspiram

A saudade é devoradora

 

É, os inimigos não são mais

As batalhas são inúteis

A arma é impotente

A solidão é invasora

 

O alvo já é invisível

O sangue agora é coágulo

Os expectadores são jurados

E essa dor, sentença devoradora.

 

                   (Majal-San)

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