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Um tal beija-flor

                                                  Um tal beija-flor

 

Quando o desejo me arrebatou, os estímulos eriçaram a pele e os pelos se erigiram, o insensato coração a eles se conectou; e sem aviso, me envolveu nesta sequência. Mas, como a rosa ainda era botão, o instinto me aconselhou a esperar o desabrochar da flor, me fazendo escravo do enlevo e servo da irrigação. Porém, no seu primeiro exalar, um atrevido e bicudo beija-flor roubou de mim, o pólen daquela, pela qual, o ritmo dos batimentos tanto oscilou na ansiedade pelo momento residente e flutuante do vaivém viçoso das ancas, que por caprichos alheios, o meu estame não inaugurou.

ESCRITO POR Josue Firmino 221 K leituras
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