TELHADO ILUMINADO
Sou tua casa, teu piso, teu teto
És meu jardim, meu terraço,
Meu cantinho predileto
Minhas mãos agasalham
Teu corpinho de penacho
Teu sorriso é como um facho
Aninhado ao meu solar
Teu sono me faz sonhar
E no meu sonho estás sempre a brincar
De ser gente, de crescer,
De correr e encantar,
De florir, desenhar, escutar
E colorir poentes no ar
Brincar da alegria de ser poesia,
Ser barquinho de papel a velejar folia
De reis, zabumba, sanfona e graviola,
Galinha, bolo, café e bandeirola,
Catira cantado a palma de mão e bico de sola
Brincar de estripulia,
Cabra cega e correria,
Levar queda, curativo,
Sorrindo e jogando bola
Tomar banho, ir pra escola
Lavar mãos e vir pra mesa,
Brigadeiro e sobremesa
Sempre cabem na sacola
Na soleira, na fachada,
No terreiro, na sacada
Da casa que sou pra ti
Aninha-te ao meu abraço
Um terraço abrisalhado
De onde vejo a estrela Dalva,
Um telhado iluminado,
Que está sempre a nos cobrir
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