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Minha Prisão

A vida por um fio, Encontra-se agora em uma linha de perigo
Extremamente delicada e fatal
Entrei em território inimigo, mas uma vez dentro não há como sair
Não existe escapatória, apenas o fim...

Os dias a mais ou a menos que viverei talvez não façam diferença já que o fim já é certo
Deveria ter lutado, ter evitado, mas agora já é tarde demais
Preso nos braços do abismo, a luz já não posso enxergar
A cada minuto a sede, essa sede diferente que me fez entrar nesse buraco

Na busca de ter outras viagens, hoje me perco ao tentar encontrar o meu próprio eu
A curiosidade foi maior do que a razão e agora essas visões me perturbam, não posso fugir, não consigo
Ainda na esperança de alguém querer me ajudar, eu estendo minha mão a cada vulto que passa por mim
Mas o fim parece estar próximo e ninguém parece querer ajudar alguém que já está perdido no pó

Se eu tivesse ouvido as pessoas, se eu tivesse seguido o caminho certo, eu não estaria perdido assim
A dor que sinto por me entregar e me sentir derrotado todo dia me faz afundar cada vez mais no poço
Não consigo ter força de vontade própria para lutar, a cegueira dos vícios não permite que eu me ajude
Talvez chegue o fim antes mesmo que eu tente me ajudar, mas sempre há uma chance para vencer

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

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