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Te vi quando

 

 

 

Quando te vi, percebi que a verdade não te acompanhava mais.

 Sucumbia-se diante das máscaras,

Escondendo-te defensivamente dos lábios doces avermelhados, do teu olhar cego, a cinza do teu caminhar.

Ao dirigir-te minhas sinceras palavras, foste aos poucos ganhando moldura das lacunas que te prendiam.

À única coisa que me transmitisse num olhar penetrante foi a falta dos tratamentos meus para contigo.

Do penar que ficou do nosso frustrante encontro o erro de não ser a verdade que carregas.

Sede para ti um vaso de procura e não de lamúrias.

Demos chances para a coincidência que tenta nos cruzar e que impedimos por não aceitar que agora era o momento oportuno de reconhecermos.

Eu não sei mais

Tu não irás saber

E a única respostas que me deste foi da tua partida,

Espero que vás e no momento que se lembrar de que sempre tiveste e tens o que esteve ao teu lado à espera de um reconhecimento teu.

Vai e leva contigo as tuas interrogações, estando longe da tua única resposta que estava sempre disposta em querer te ajudar.

Só agora soubesses o quanto poderias ter ganhado se tivesse aceitado nosso platonismo.

Ilusão minha em querer-te por teu querer sátiro.

Escondia-te por trás de outras mentes que te impediam ir a frente além das atrações que podíamos vivenciar.

Por causa do teu medo enfraquecemos nossos sentimentos.

Autor : Emerson Kennedy

18/01/13

(Ator da Cia de Teatro O Arrebol e Coreógrafo da Cia de Dança Quebra Stímulus)

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