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Meu (En)Canto

De onde vem, oh! marinheiro? Da cidade além–mar,
Do povoado corrompido, da sua angustia urbana,
Do núcleo rural, esquecido ou de nenhum lugar?
Dia louco, sem você, me fez a insana das insanas!

Aqui, na minha canção, eu ofereço… a paz,
Ofereço meu corpo, quase sem alma, de solidão.
Ofereço o amor que nunca teve e ofereço mais:
Eu me dou para você, caso ainda tenha coração.

Vem! Vem para meus braços, desconhecido amigo,
Nas ondas da minha paixão e da sua libido!
Eu quero apenas você, assim, junto de mim…

Serei sua mulher, sua companhia na areia,
Não serei mais triste (e faminta) sereia.
À deriva, à espera de um apaixonado “sim”…

ESCRITO POR Guilherme Ramos 1 K leituras
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Fábio dos Santos
Fábio dos Santos

Belo soneto, Guilherme. Uma voz instigante que como um fio escarlate permeia por dentro da poesia, pura dor da existência.