Mais um vivo.
Um tédio que vaporiza
a calma de minha alma.
O que quero?
Para onde irei?
O olho que ver não diz,
apenas olha a face cansada,
amargurada,
pisoteada
e não admirada.
No corpo,falta o charme,
no almejar,perece a vontade:
vontade agora trêmula,
gaguejante,silenciosa.
Revalar-me-ei assim
e deixarei aqui a vontade manca,
decaída,aturdida.
No cração um grito,
uma gota de sangue,
um amor já esquecido.
Quantas vezes passarei?
E quantos ainda dirão,estou vivo?
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