Espera
Ah! A doce magia de sonhar
Imaginar o deslumbre momento de voltar
Correr riscos, abraçar o perigo
Caracterizar-me como um bandido
Por contrabandear teu coração
E mesmo que esse pressuposto seja apenas uma ilusão
Eu espero, eu sempre espero
Ainda que a expectativa
Não venha como sol que desperta em todas as manhãs
Saberá um dia que ele chegará diferente
Trará consigo aquele olhar incandescente
Como aquele traço mnêmico que aqui ficou
E a destreza do momento?
Tão fugaz como tempo
Que me pergunto o quão vale a ilicitude
Porém ninguém faz idéia da magnitude
Do desejo que me corrompe e não lamento
E sendo assim quero apenas saber
Se esse dia de sol vai acontecer
Poque entre as conversas de furor total
Surge algo como uma ave daquele tipo...
Daquele tipo imortal.
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