Delírios de um sóbrio
É bastante sairmos às ruas,
Para que se perceba o iminente
Caos à espreita, louco por um deslize
É bastante um esquecimento
para o alojamento desgovernadamente
organizado da fúria apocalíptica.
É bastante uma poesia labiríntica
para nos mostrar a saída, ainda que tardia,
do que nos tornamos.
É bastante um basta
às loucuras poéticas
de quem nada tem a dizer.
É bastante já um fim.
É bastante.
É.
Penélope SS
20-7-13 22h:13
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