Análise freudiana unipessoal inconclusiva
Não sei por que ou para quem escrevo.
Devo ser eu um marginal das letras.
Sem público, nem leitores;
Sem fama, nem holofotes.
Não sei por que ou para quem escrevo.
Devo ser eu um malfeitor da língua padrão.
Sem glória, nem gozo;
Sem toga, nem trono.
Não sei por que ou para quem escrevo.
Devo ser eu um José: sem festa pra ir;
nem pedras no caminho.
Perdoa Drummond, perdoa.
Penélope SS
20-7-13 22h:53
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