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Análise freudiana unipessoal inconclusiva

Não sei por que ou para quem escrevo.

Devo ser eu um marginal das letras.

 

Sem público, nem leitores;

Sem fama, nem holofotes.

 

Não sei por que ou para quem escrevo.

Devo ser eu um malfeitor da língua padrão.

 

Sem glória, nem gozo;

Sem toga, nem trono.

 

Não sei por que ou para quem escrevo.

Devo ser eu um José: sem festa pra ir;

nem pedras no caminho.

 

Perdoa Drummond, perdoa.

 

Penélope SS

20-7-13  22h:53

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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