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Ainda há tempo

Já é tarde...

Invadiste meu peito

feito o cego punhal.

Quebraste meus olhos

feito o choque no trânsito,

Dilaceraste esse órgão

feito doença terminal.

Queimaste meu cérebro

feito chama infinita,

Iluminaste meu breu

feito o sol matinal.

 

Já é tarde...

Habitas esse espaço

feito imigrante leal.

Tomaste minha mente

feito desejo carnal.

Desviaste meus atos

feito um golpe mortal.

Mostraste a paixão

Feito um gesto banal.

Partiste sem adeus

deixando-me nesta tristeza total.

 

                 

ESCRITO POR Majal-San 309 K leituras
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