A crítica vazia de argumentos
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José Ortega y Gasset, em 'A Rebelião das Massas', menciona aqueles "que não leem dos livros senão os títulos" mas não se furtam de discuti-lo (e repudiá-lo) antes que possam entendê-lo. Atualmente, presenciamos fenômeno parecido (exacerbado, por certo, pela internet). Entretanto, o preconceito intelectual não é mais dirigido aos títulos dos livros (que, em geral, são escolhas dos editores) mas, a alguns autores que ousaram "pensar fora da caixa", dita, progressista.
Autores tidos como "reacionários" (apelido criado pela esquerda para classificar todos que não pensam segundo sua cartilha ideologizada) são solenemente ignorados por essa gente bacanuda que julga compreender a complexidade do mundo e as vicissitudes da existência.Para os tais não é necessário ler, que dirá tentar refutar quem quer que seja, pois não trabalham no nível dos argumentos -- afinal, seu discurso e suas táticas são baseadas no mais reles dos sentimentalismos, apelando sempre para os instintos mais básicos e animalescos dos seres humanos (necessidades fisiológicas e de segurança, da escala Maslow).
Apenas dirão, com ar de superioridade e afetação: "É do Reinaldo de Azevedo? Olavo de Carvalho? Rodrigo Constantino? Nem vou me dar ao trabalho de ler." E tal como o "pombo enxadrista" continuarão defecando certezas em debates intermináveis na internet sobres autores que nunca leram.
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