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ENTRELINHAS

 

               Prelúdio!

          Prédio de palavras!

              Paredes!

 

       Caminho no corredor...

  No silêncio vazio ainda ecoam vozes...

  E os textos invisíveis ainda continuam lá...

 

 Não há apagador suficiente para todos e o papel findou...

  No quadro, ainda leio frases que não serão reeditadas

   Letras de uma canção maior, notas apagadas.

      Reprovadas, sutilmente deletadas.

 

    Entretanto, uma vez ou outra, no encanto de um conto

         De um canto...

     Recanto que só o coração conhece

     Um alfabeto pouco a pouco se desvanece...

       Vislumbro um professor sonhador

         Um aluno que sonha ser doutor

      E ainda vejo a borboleta beijar a flor.

  

 

ESCRITO POR Cleide Vanderley 143 K leituras
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