Te ver entre as flores!
Fecho os olhos, viajo no tempo e tenho a impressão de ouvir tua voz outra vez. Pequenos sussurros, segredos contados bem de perto e a espuma do mar que as ondas espalham em nossa volta.
Estrelas escorregam pela tarde que já vai embora, o voo rasante de um pássaro que não sei o nome e uma concha perdida na areia branca e fina, compõem a história.
Um abraço. O vento começa a esfriar e nos obriga a ficar cada vez mais juntos.
A intensão de um beijo, seu sorriso meio sem jeito que me faz rir também. Seus dedos desenham na areia um coração meio torto e sorrio de novo. Olho nos teus olhos e já não consigo conter a vontade de te segurar em meus braços pra sempre. Sempre.
Meu coração dispara. E dói. E chorar não passa.
Alguém me ligou na madrugada e entendi que o destino tem inveja do amor.
Nunca mais você, nem a praia, nem o coraçãozinho torto. E te ver deitada entre as flores, no que chamam de “último adeus”, já não faz qualquer sentido.
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