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Sobre a morte

Caminho

Caminhos sós

A margem de um mundo

Minha mesa são suas latrinas

Os monturos com todos os seus excrementos

É minha cozinha 

Cuspam,

Escarrem em minha cara

Seu catarro tuberculento

vomitem dos arranha-céus de seus céfalos

Teorias compradas em gôndolas de supermercados

Atem-me

Vendem-me

Arrastem-me por esquinas, becos e latrinas imundas

Assassinem-me

Seus bostas crédulos

Façam-me beijar a porta do inferno

De forma que não me permitam voltar

Pois não temo a dor, nem a morte

Pois sou a dor, sou a morte

E vomitarei sobre suas feridas, todas

E com imprecações os amaldiçoarei

Pois sou de ti: o temor e o tremor.

 

 

ESCRITO POR andre mauricio pereira 19 K leituras
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