Sobre a morte
Caminho
Caminhos sós
A margem de um mundo
Minha mesa são suas latrinas
Os monturos com todos os seus excrementos
É minha cozinha
Cuspam,
Escarrem em minha cara
Seu catarro tuberculento
vomitem dos arranha-céus de seus céfalos
Teorias compradas em gôndolas de supermercados
Atem-me
Vendem-me
Arrastem-me por esquinas, becos e latrinas imundas
Assassinem-me
Seus bostas crédulos
Façam-me beijar a porta do inferno
De forma que não me permitam voltar
Pois não temo a dor, nem a morte
Pois sou a dor, sou a morte
E vomitarei sobre suas feridas, todas
E com imprecações os amaldiçoarei
Pois sou de ti: o temor e o tremor.
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