O "Abajur"
Renivaldo era um daqueles meninos do interior, raquítico, espichado e de cabeça grande. Para os critiqueiros de plantão um tipo assim é alvo perfeito para suas zoeiras, e aqui nessa terra de meu Deus, ninguém escapa. E Renivaldo foi 'batizado' de "Abajur". Malcriado como era, Renivaldo brigava, esperneava e xingava soltando todos os 'bichos'. Já estava o pobre Renivaldo sem sair de casa, mas um certo dia foi até a padaria e esatava na fila do caixa quando ali entrou uma outra figura, também 'batizada' por "Moqueca", sujeito desdentado, ligeiramente calvo e envergado. Malandro, avistou o "Abajur" na fila e passou por ele e por todos calado, e se pôs de pé lá no final. Sério, de cara fechada, olhou para o proprietário da padaria que estava ao lado e perguntou: - Seu José, tem abajur? Imediatamente, Renivaldo percebeu a intenção da pergunta e também perguntou: - Seu José, tem o c* da mãe? Enquanto todos gargalhavam, seu José olhou perplexo e meio zangado para o "Abajur" e disse: - Rapaz, o que eu tenho a ver com vocês dois? Rapaz ... o que tem a ver a minha mãe com essa estória?
Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a
obra, desde que atribua o devido crédito ao autor original.
É proibido utilizá-la para fins comerciais ou criar obras derivadas.
2 K leituras
Classificação de conteúdo:
Publicado
Atualizado
Denunciar conteúdo
Classificação de conteúdo:
Indefinido
Publicado
Atualizado
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade.
Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores.
Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.

Comentários