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Poesia Boca Em Boca

Vou dar meu grito de guerra,

Será que vai adiantar!,

Parece que vbocê resolveu,

Realmente não me amar.

 

Esse meu grito de guerra,

Era pra você entender,

Que eu não ia mais ficar,

Sendo rebaixado por você.

 

Se meu amor você não quer,

Nada eu posso fazer.

De desamor eu vivo,

Mas de amor eu ei de morrer.

 

Vou conseguir te esquecer,

Mesmo com a moral ferida,

Seu desprezo vai trazer,

Mais amor na minha vida.

 

Se de desamor eu vivo,

Mas de amor eu ei de morrer,

Vou escutar o pássaro cantar,

Ver o meu Vasco vencer.

 

O Plano Cruzado acabar,

Outro alguém vir me dizer,

Que de desamor eu vivo,

Mas de amor eu ei de morrer.

 

Porque eu sou da natureza,

E o sol dar-me calor,

Tem que alguém aparecer,

Para também dar-me amor.

 

Se vou viver no desamor,

Não irei deixar você vencer outra vez,

Vou curtir a poesia,

Todo dia e todo mês.

 

Vejam o que me aconteceu,

Que lição de amor o destino me deu,

Encontro-me na poesia boca em boca,

Declamando versos meus.

 

Num lugar aconchegante,

Com poesias de poetas,

E poetisas elegantes,

Onde o amor já descreveu.

 

Então agora digo,

Pra você que amor não me deu,

Zombando de ti,

Brincando contigo,

Digo também para meus amigos,

E vou dizer para vocês,

Que de desamor eu vivo,

Mas de amor eu ei de morrer..

 

Poesia na época do Plano Cruzado em 19.08.1988.

CRiada por José Gomes dos Santos

 

 

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