Andejo Amoroso
Somos amantes,
Errantes,
Migrantes de outros corpos.
À procura do amor perdido,
Comedidos de sofrer
Abstraídos de benquerer
Nossa sina é amar
O amor desamado
E desacreditado
De si mesmo.
Ele se esconde nas artérias do coração solitário.
Quem me dera arrancá-lo
Ver sua face
E sentir o cheiro do seu pudor!
Paciência...
O amor bem breve virá!
Enquanto ele não vem, meu bem,
Dorme.
Tranquiliza tua alma,
Afaga teu ego;
Silencia teu desejo;
Desapressa teus passos
Emudece tuas preces
Não há o que temer, enquanto se há sol.
E, quando a noite o céu parir,
Descansa na beira do caminho
Sobre a folhagem e sob a alfombra das árvores.
Sim!
Há sempre um amor a caminho...
Nas esquinas do mundo...
Um amor:
Mundano
Mudado
Mudo!
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Comentários
Em sua subjetividade tão objetiva, toca a alma. Boa poesia.
Obrigada, "O selenita" :)