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Poesia Oswald de Andrade Ou plágio precário

Poesia Oswald de Andrade

Ou plágio precário

 

 

Conversam desconhecidos

Amigos na fila do pão:

 

Aos sabores dos postos, impostos

E dos sobre-postos, das leguminosas

E frutíferas propinas televisivas,

Seguimos a passos largos, rumo

Aos dessabores dos boletos, intermináveis

Coletas, cofres sem chave, fome sem dieta,

Que não cala e nem cessa.

 

Votar ou não votar, eis a questão...

Triste dilema, quente e doce pão...

 

 

Penélope SS

29-8-15   23h:45  

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.17 M leituras
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