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SERES LUMINOSOS



Quíséramos, nós, meu amor,
Sermos como os brilhantes vagalumes!
Quiçá, como as fadas e gnomos da floresta,
A habitarmos numa frondosa árvore como os beija-flores,
Pendurados milagrosamente por um único filete!

Como seria bom ver o mundo lá de cima!
E os seres humanos... esses, jamais nos tocariam !
Lugar onde poderíamos contemplar os brilhos do luar,
Ouvir os murmúrios do vento em cada vale,
Contar uma-a-uma as estrelas cadentes que passam...
Ver o sol surgir por entre os montes escarpados,
Deixando rastros de luz nas entranhas da terra!. 

E ao sentirmos as gotas de orvalho a escorregarem por entre as folhas,
Saciaríamos, em parte, a nossa sede!
Sede de amor!

Depois, desceríamos lentamente por entre os troncos e musgos,
Como se nossos corpos fossem heras entrelaçadas,
E aí, sinuosamente, alcançaríamos a água cristalina do riacho,
Onde por fim, renovaríamos em êxtase, o nosso pacto de amor,
Eterno amor, como que em um batismo infinto!
De seres amantes,
Seres luminosos!

ESCRITO POR Andre Pinto 137 K leituras
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