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MEANDROS DE UMA BATALHA

Águas viajantes, dos mais longínquos montes,

Por entre as pedras seixos, se espreitam em ribalta,

Olhos d`água, finas correntes, puras fontes

Um rio de fusão, fatura não lhe falta!

 

Burlando a razão da reta e rumo ligeiro,

Serpenteia em meandros sombreados,

Procurando o seu destino bem certeiro,

Vai descendo aos solos rebaixados.

 

Triste rio, se vê nos temporais de verão...

Quando incorpora dez vezes seu tamanho,

E ao atingir descomunal força de arrastão,

Desconhece seus meandros, é todo estranho!

 

Triste rio, também se vê nas secas da estiagem,

Quando seus meandros somem no inverno...

Segue, então, o rio em pequenos filetes a viagem,

Fazendo força às barragens, um inferno!

 

Depois de seu traçado, longo, sinuoso,

Se vê - nas águas calmas e largas da planície

Mas ainda não descansa, pois é teimoso!

E parar por ali, é uma tolice!

 

Segue à frente, se mistura ao "calmo" mangue!

Mesmo assim, quer o confronto travar!

Na foz, briga de titãs, cheira à sangue!

E quem leva a melhor é o mar!

Triste rio, onde foi parar... 

ESCRITO POR Andre Pinto 137 K leituras
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